sexta-feira, 19 de julho de 2013

Its All About: Ser ou Não Ser Mulher.

Desde que me lembro, me incomoda ser chamada de “mulher”, “moça”. Sempre preferi, ao invés, usar “menina”. Essas outras palavras quase literalmente doíam em mim quando alguém me falava. “Senta direito, você já está uma mocinha!”; “Isso não é hora de uma moça estar na rua!”; “Quando casar, vai matar o marido de fome, nunca vi mulher não saber cozinhar!”. Agradeço muito aos meus pais pela criação que tive, mas foi uma luta muito grande fazer meu pai aceitar que eu não lavaria os pratos, se meu irmão mais novo também não lavasse o dele; não arrumaria a minha cama, se meu irmão também não arrumasse a cama dele. E era triste ver minha mãe pagando pelo que eu acreditava, já que meu pai brigava sempre com ela por “passar a mão na minha cabeça”. Hoje eu vejo, feliz, que todas as construções e desconstruções pelas quais eu lutava há 10 anos já são coisas naturais aqui em casa. Conscientizei minha família de que sou gente, muito antes de ser uma mulher ou uma moça. Direitos iguais. Mesmo. Eu saio tarde, visto calça jeans e ajudo a carregar peso em obra, muito mais do que meu irmão que já é quase meio metro mais alto que eu. Eu sempre me identifiquei com meu corpo, sou e gosto de ser o que sou (e também não teria nada de errado se não gostasse, mas esse já é outro assunto...): em sexo, marco decidida em F, não em M. Gosto e uso vestidos, maquiagem, salto alto. Mas nunca senti a necessidade de fazê-lo pra ser mais feminina. É difícil crescer numa sociedade que traz intrínseca uma noção do que é ser homem e do que é ser uma mulher. E é difícil crescer nessa sociedade quando você é contrária a tudo isso. Eu sou e (como descobri recentemente) sempre fui feminista. Reflito e pesquiso muito sobre gêneros, sexualidade, tabus. E foi somente hoje, exatamente no dia que aqui escrevo, que percebi o porquê de até hoje não gostar de ser chamada de mulher: essa palavra me incita tudo de abominável que eu vejo. Todo o discurso de “ser mulher e o que isso significa”, que é carregado de embargos e imposições: o que eu posso e não posso, o que eu devo e não devo (ser, falar, usar, sentir, pensar). E eu queria mesmo era ser menina, mesmo aos vinte anos, pois “ser menina” é atemporal, uma época em que você também pode andar sem camisa, que você não se preocupa em ser cantada na rua; uma época mais igual, quando você só é criança mesmo. Mas, parando pra analisar tudo como um todo, eu consigo ver o quanto de político tem em se posicionar como mulher nos tempos em que vivemos. Não em reafirmar o que se é, mas em se reafirmar como necessitada de igualdade e de visibilidade enquanto mulher. A partir de hoje, já não me basta ser menina feminista; preciso, quero ser, e sou uma mulher feminista. Sem embargos, sem imposições. (Oi, olha eu aqui de novo, milhares de anos depois! :D E espero que não seja, como sempre, um leve surto escritor meu rs)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Its All About: Arrependimentos.

Hoje eu assisti o episódio 2x05 de “Being Erica” e, como sempre, fiquei pensando nas minhas atuais, passadas e futuras escolhas por que, “Being Erica” é mesmo sobre isso: escolhas. No final nós vemos que, as escolhas vêm MESMO com uma conseqüência. E, misturando com o episódio 2x21 de “How I Met Your Mother”, eu me pergunto em como minha vida realmente seria e estaria se eu tivesse optado por TUDO diferente. Eu estaria tão infeliz assim? Ás vezes eu penso, não nas coisas boas (porque nunca nos arrependemos do que saiu bem) mas, nas coisas ruins e sinto vontade de voltar pra evitar sofrimentos e arrependimentos. Sabe aquela porta que, não parecia uma porta no dia mas, passado o tempo você sabe que era uma porta pra um cômodo beeeeeeeeeem vasto (perdoando o trocadilho)? Às vezes eu queria não ter aberto essa porta, ter deixado fechada. Mas, será que eu seria essa pessoa que sou hoje? Será que estaria aqui, agora, escrevendo o que eu estou escrevendo? Vai ver o destino sabe o que tem ou não de ensinar e, se não eu não tivesse aberto aquela porta, haveria uma outra que eu iria acabar abrindo, achando que fosse dar em qualquer outro lugar mas, não, daria no mesmo lugar que a primeira. A verdade é que nunca sabemos e, depois de bater milhões de vezes com a cabeça na parede de raiva, brigar várias vezes pelo mesmo motivo, chorar de barriga cheia, eu faço tudo na maior calma e, sei que se tiver de ser, acredito, e será. Daqui pra frente quero o menor número de arrependimentos possíveis e, as dores não serão mais evitadas. Do contrário, elas serão instigadas, sim, se no final me garantirem também uma ótima experiência. Como eu digo pra uma amiga: nessa vida eu topo tudo, vou deixar pra negar na minha próxima. Não tenho mais medo do futuro e, quer saber? Não tenho nem mais curiosidade de saber como ele será por que se eu souber... aí vai perder a graça :)

Em mente: sair e aproveitar o restinho da noite com meus pais e meu irmão.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Its All About: Falar Em Público.

Meu professor de História passou um trabalho com tema livre e em grupo. Eu e meu grupo escolhemos falar sobre Renato Russo, um tema fácil e gostoso demais pra mim, já que ele é meu grande ídolo. Pesquisei bastante sobre o assunto e adicionei ao que eu já sabia, pensei, iria ser moleza. Poucos minutos antes do início da aula, descobri que teria uma apresentação, "Tudo bem, estou segura", disse ás minhas amigas quando elas disseram: "Você apresentando? Tem certeza? A gente pode fazer isso, se você quiser." Entrei na sala, respirei e ainda estava muito segura. Eu via os primeiros grupos se apresentando e o pavor começava a se aproximar. "Quer dividir a apresentação comigo?", perguntei á uma amiga minha. Sabia que daí em diante vinha nervosismo. Deveria suspeitar disso antes: morro de medo de público. Morro. Sempre morri de medo de falar em público. O que é engraçado, pois esse medo só aparece quando se trata de trabalhos, não me considero uma pessoa tímida, não mesmo, com a exceção dos trabalhos, sou até falante demais.
O professor chamou meu grupo. Tenso. Fui pra frente da sala. "Você vai conseguir, claro que vai.". Virei pra turma e encarei cada aluno. Cada amigo de sala meu vem com uma conversa, uma história, uma brincadeira, todos íntimos meus. Eu faço bagunça com os meninos da sala, converso com as meninas e brinco muito com os professores, principalmente esse, de História, por que teria medo? Assim que minha amiga apresentou o grupo e me passou a voz, eu me vi diante de uma série de pensamentos que, decerto, me levariam á ruína. É incrível como a gente consegue pensar em muitas coisas ruins ao mesmo tempo quando se está nervoso, quando eu quero boas idéias, nunca consigo. "Por onde começar?", "Acho que não estou pronta", "Melhor deixar a Nathália falar.", "Se a Michele falar tudo, vai parecer que eu não conheço nada do assunto.", "O papel, cadê o papel?". Peguei o papel e fiz o que me pareceu muito familiar: li. Li rápido e compulsivamente. Eu entendi tudo que lia, até porque eu já tinha lido aquilo uma dúzia de vezes, mas e a turma? Não me importei e continuei lendo. Li, li, li e passei a voz para a próxima, que deveria estar pensando "É agora que a gente tira um zero.". O restante da apresentação foi bem. Meia dúzia de aplausos e voltamos pros nossos lugares. No final da aula, o professor me perguntou em voz alta o que eu tinha achado de interessante nas apresentações, eu o respondi sua pergunta e até brinquei, sem nenhum problema com o público e ele me disse: "Vou te deixar passar porque você é tímida.". Mas eu já tinha respondido! E... timida, eu? Qual é o meu problema? Eu preciso de ajuda, alguém me fornece? Minha mãe, meu anjo, acabou de falar que o "Globo Repórter" de hoje vai falar sobre isso, de falar em público. Veio dos céus. Beijos e vá pela sombra.


Em mente: Ver Pânico.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Its All About: Fazer Um Novo Blog.

O que tem de tão fascinante em criar um blog? Eu, sinceramente, não sei. O que eu sei é que eu sempre que tenho um blog (sim, eu já tive bastante blogs, flogs e coisas do tipo) me dá preguiça de postar nele e quando eu não tenho, quero ter um. Acho que é aquela velha história de ter o que não tem. Espero não deixar esse blog de lado, como deixei todos os outros. E espero alcançar, acima de tudo, as minhas expectativas com esse blog. xOxO.

Em mente: Bienal do Livro.